Distintivos dos SESCINC da Região Nordeste

SESCINC do Aeroporto Internacional de Salvador/BA

A história do Aeroporto Internacional de Salvador tem início em 1925, quando Lauro de Freitas ainda era um distrito de Santo Amaro de Ipitanga, no município de Salvador. Nessa época, a empresa francesa Compagnie Génerale d’Entreprise Aéronautique Latécoère, que operava uma rota aérea entre a França e a Argentina, passando por todo litoral brasileiro, construiu um campo de pouso próximo ao local do atual aeroporto. Posteriormente, esse campo passou a ser utilizado também pela companhia francesa Aeropostale. Com o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, os franceses deixaram de operar no Campo de pouso de Ipitanga.

Em 1941, o aeroporto foi reconstruído pela Panair do Brasil com 2 pistas, para dar apoio às tropas aliadas no norte da África e Europa. A partir daí, o Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio (SESCINC) no aeródromo foi ativado. Inicialmente os americanos eram responsáveis por essa atividade. Após a Guerra, o aeródromo passou para o controle do Ministério da Aeronáutica, ficando os bombeiros da Base Aérea de Salvador responsáveis pelo SESCINC.

Em 07 de janeiro de 1974, a INFRAERO assumiu a administração do aeroporto. Ela manteve os bombeiros da Força Aérea Brasileira no SESCINC até 1992, quando ela fez um convênio com o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia para assumir esse serviço.

Em março de 2017 o a empresa francesa Vinci Airports venceu o processo de privatização do aeroporto e passou a administra-lo em julho do mesmo ano. Ela manteve o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia no SESCINC até 1° de abril de 2020, quando resolveu operar esse serviço com quadro próprio de Bombeiros Civis de Aeródromo (bombeiro orgânico).

O distintivo acima pertence aos Bombeiros Civis de Aeródromo da Vinci Airports e foi desenvolvido pelo Sr. Jader e sua equipe.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeroporto_Internacional_de_Salvador.

Colaboração: Ailton Viana

SESCINC do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante

O antigo Aeroporto Internacional de Natal, que ficava no município de Parnamirim, vizinho à cidade de Natal, era um aeroporto compartilhado e dividia suas operações com a aviação militar sediada na Base Aérea de Natal. Com o intuito de separar a aviação civil da militar, a Infraero, em conjunto com o 1º Grupamento de Engenharia do Exército Brasileiro, começou a construir um novo Aeroporto Internacional no município de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, distante 26 km do centro da cidade de Natal. Entretanto, com o início do processo de privatização dos aeroportos brasileiros em 2011, ele foi leiloado em 22 de agosto, mesmo antes da finalização das obras, se tornando o primeiro aeroporto privatizado do país.

O Consórcio Inframérica Aeroportos, vencedor do certame, ficou responsável por terminar as obras e administrá-lo por 28 anos. Após o término das obras, o aeroporto foi inaugurado em 31 de maio de 2014.

Devido a problemas de baixa rentabilidade do aeroporto, a INFRAMÉRICA aderiu ao processo de relicitação para a devolução amigável do ativo, para que fosse realizado um novo leilão. No dia 19 de maio de 2024, a empresa Zurich Airport International venceu o novo certame e passou a administrar o aeroporto.

Desde a sua inauguração, o SESCINC do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante era executado por Bombeiros Civis de Aeródromos contratados pela Inframérica (Bombeiros Orgânicos). Inicialmente eles utilizaram o primeiro distintivo acima por um curto período de tempo, pois a Inframérica introduziu o segundo distintivo, criado pelo Sr. Israel Soares Barbosa. Quando a Zurich Airport passou a administrar o aeroporto, ela optou por terceirizar o serviço.

Colaboração: Sr. Israel Soares Barbosa e Fábio Carvalho.

SESCINC do Aeroporto Internacional de Fortaleza

O Aeroporto Internacional de Fortaleza, no estado do Ceará, é um aeródromo compartilhado devido ao fato dele compartilhar o uso de sua pista de pouso/decolagem e infraestrutura aeroportuária com uma Organização Militar (OM) da Aeronáutica, a Base Aérea de Fortaleza (BAFZ).

O Serviço de Prevenção, Salvamento e Combate a Incêndio foi realizado pelos Bombeiros da Aeronáutica da BAFZ até 1º de dezembro de 1992, quando a Infraero os substituiu pelos bombeiros do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará. Em função disso, foi criada a 6ª Companhia do 1º Batalhão de Bombeiros Militar para atuar no SESCINC e a Infraero criou um distintivo (1) com seu símbolo no interior.

Em 2018, ocorreu o processo de privatização e a empresa Fraport Brasil S.A. assumiu a operação do aeroporto, mantendo no SESCINC, os bombeiros do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará. Com a mudança da administração do aeroporto, fez-se necessário um novo distintivo. Assim foi proposto o distintivo (2) que, enquanto aguardava-se a aprovação, foi utilizado em lembranças e brindes do SESCINC. Entretanto, ele não foi aprovado.

E no segundo semestre de 2023 foi aprovado o novo distintivo (3) da 6ª Cia do 1º BBM do Aeroporto Internacional de Fortaleza.

Colaboração: Roberto Cleydson Monteiro Germano.

Fontes:

https://www.bombeiros.ce.gov.br/2023/12/14/quartel-de-bombeiros-do-aeroporto-de-fortaleza-celebra-31-anos-de-existencia/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeroporto_Internacional_de_Fortaleza

SESCINC da Base Aérea de Natal

Em 07 de agosto de 1942, o governo brasileiro cedeu o Setor Leste da área da Base Aérea de Natal (BANT) aos EUA para a construção da Base denominada “Parnamirim Field”. Nessa ocasião, ocorreu a implantação do serviço de salvamento e combate a incêndio no aeródromo, que era desempenhado por militares americanos e civis brasileiros, utilizando viaturas e equipamentos trazidos pelos americanos. Nessa época, o aeródromo de Parnamirim já era utilizado por aeronaves militares e de algumas companhias aéreas, ou seja, já era um aeródromo compartilhado.

Com o término da Segunda Guerra, em 02 de setembro de 1945, e a gradual retirada das tropas americanas de Parnamirim, o Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio no aeródromo passou a ser realizado pelos Bombeiros da BANT.

Em 31 de março de 1980, devido ao crescente movimento de passageiros, o então Ministério da Aeronáutica transferiu a administração do aeroporto de Natal à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), que passou a denomina-lo de Aeroporto Internacional Augusto Severo, em homenagem a Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, potiguar que morreu no desastre com seu dirigível Pax (junto com seu mecânico Georges Saché) na França, em 12 de Maio de 1902.

O primeiro distintivo foi desenhado pelo Bombeiro Valdir Dantas de Carvalho em 1978. Ele foi utilizado pelos bombeiros da Força Aérea até 1994, quando a INFRAERO delegou o SESCINC ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Norte. A partir daí, os bombeiros da BANT passaram a exercer suas atividades nas edificações da base e no aeródromo de Maxaranguape.

Com a inauguração do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante/RN, ocorreu a desativação do Aeroporto Internacional Augusto Severo e a saída do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Norte em 31 de maio de 2014. Devido a isso, o Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio no aeródromo de Parnamirim voltou a ser realizado pelos Bombeiros da Força Aérea Brasileira. E o Bombeiro Valdir criou o segundo distintivo.

Colaboração: Bombeiro Jeremias Ponciano de Macêdo.

SESCINC da Base Aérea de Recife (BARF) / Aeroporto Internacional de Recife/Guararapes

O Aeroporto Internacional de Recife/Guararapes, no estado de Pernambuco, é um aeroporto compartilhado devido ao fato dele compartilhar o uso de sua pista de pouso/decolagem e infraestrutura aeroportuária com uma Organização Militar (OM) da Aeronáutica, a Base Aérea de Recife (BARF).

O distintivo acima é do Pelotão Contraincêndio (PCI) da BARF, que atuou nesse Aeroporto até 02/03/1992, quando a INFRAERO realizou um convênio com o Corpo de Bombeiros do Estado de Recife para assumir o SESCINC.

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