Distintivos dos SESCINC da Região Sudeste

Flâmula do Pelotão de Bombeiros da Escola de Aeronáutica

A escola de Aviação Militar, pertencente ao Exército Brasileiro, foi inaugurada em 10 de julho de 1919. Entretanto o registro oficial da criação de um Posto Contra Incêndio para realizar as atividades de salvamento e combate a incêndio em seu aeródromo só foi implementado em 02 de junho de 1927, com a publicação do Decreto 17.817. Em 25 de janeiro de 1938 a Escola recebeu a denominação de Escola de Aeronáutica Militar e, em 1940, passou a ser denominada de Escola de Aeronáutica do Exército.

Com a criação do Ministério da Aeronáutica, em 20 de janeiro de 1941, as Escolas de Aeronáutica do Exército e a de Aviação Naval foram unificadas dentro do novo Ministério, constituindo a Escola de Aeronáutica, oficializada por intermédio do Decreto-Lei 3.142, de 25 março de 1941. Essa denominação permaneceu até 10 de julho de 1969, quando recebeu a denominação de Academia da Força Aérea. E, em 27 de setembro de 1971, a Academia foi transferida para as novas e modernas instalações no Campo de Fontenelle, em Pirassununga, no estado de São Paulo.

Devido aos fatos da Portaria 218, de 06/12/1950, ter criado um Pelotão Contra Incêndio na Escola de Aeronáutica e de nosso acervo fotográfico possuir viaturas Kidde com numeração de registro a partir de 1951, concluímos que a flâmula acima, que destaca uma viatura Kidde pertencente ao Pelotão de Bombeiros da Escola de Aeronáutica, foi instituído no início da década de 50, quando a escola funcionava no Campo dos Afonsos e foi utilizado até julho de 1969, quando a denominação da escola foi alterada para Academia da Força Aérea.

Distintivo do SESCINC da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR)

O distintivo do SESCINC da EEAR foi criado em 1998 pelo, na época, SGT Bombeiro Paulo Nishizawa. Sua heráldica é baseada na do distintivo da EEAR. O personagem Sonic representa a velocidade e a cor vermelha honra a história dos bombeiros. Originalmente, segundo Nishizawa, o jato de água com espuma que saía do esguicho se projetava para fora do distintivo, indicando que o combate vai além dos limites. Entretanto, quando foram confeccionados chaveiros, canecas e outros objetos, a arte original foi alterada, ficando o jato de espuma dentro dos limites do distintivo.

Distintivo dos Bombeiros Veteranos da Academia da Força Aérea (AFA)

Esse distintivo foi criado em 2015 pelo bombeiro de aeródromo veterano Carlos Roberto Munhoz Batista. A arte final foi realizada pelo seu sobrinho Heron Nunes.

O objetivo de sua criação foi o de estabelecer uma identidade visual para o grupo de Whatsapp composto pelos bombeiros veteranos da turma da AFA, como forma de perpetuar a amizade, respeito, orgulho e honra dos integrantes desse grupo por terem pertencido ao Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio dessa magnífica unidade que lhes ensinou a desenvolver o espírito de coletividade, amor ao próximo e a mais nobre missão: o salvamento de vidas.

O distintivo está sendo perpetuado por intermédio de diversos itens, tais como canecas, adesivos e quadros, inclusive em um pôster criado pelo bombeiro de aeródromo veterano José Carlos Tereziano de Oliveira.

Esse pôster representa os atendimentos realizados pelos bombeiros da AFA aos pousos de emergências realizados pelas aeronaves T-37 na década de 70. A frase “eu respirei QAV 1” trás aos bombeiros, a lembrança do cheiro característico dos gases do querosene de aviação liberado pelo T-37 por ocasião do acompanhamento da aeronave após o pouso de emergência.

Colaboração: Carlos Roberto Munhoz Batista e José Carlos Tereziano de Oliveira, ambos membros da Associação dos Veteranos da Força Aérea Brasileira (AVFAB) http://www.avfab.org.br.

Distintivo do SESCINC da Academia da Força Aérea (AFA)

No final da década de 70, quando o SESCINC da AFA era denominado Seção Contra-Incêndio (SCI), por ser subordinado ao Departamento de Apoio e Infraestrutura (DAI), o Cabo Bombeiro Gonçalo Rovilson Ribeiro, oriundo da cidade de São Simão/SP, confeccionou esse distintivo. Em 1982, o SESCINC da AFA passou a ser subordinado ao Batalhão de Infantaria e sua denominação mudou para Companhia Contra-Incêndio (CIA CI). Com isso, o distintivo foi substituído pelo distintivo em forma de triângulo, regulamentado para o Estágio de Padronização de Bombeiros (EPB).

Curiosamente, o Cabo Rovilson pintou seu distintivo em um biombo de madeira, que foi utilizado pelo pessoal da Cia CI por aproximadamente 20 anos até a sua deterioração.

Colaboração: Sérgio Luiz Pinheiro e Jairo de Castro Mota.

Distintivos do SESCINC dos Aeroportos da SOCICAM

A Socicam é uma empresa concessionária de administração de terminais rodoviários, terminais urbanos, aeroportos e portos. Tem sua sede em Campinas, no estado de São Paulo.

Na área de aeroportos, a Socicam é consagrada pelo desenvolvimento de um modelo de negócio capaz de atender os níveis de exigência do poder público e dos passageiros com eficiência e excelência operacional, como se pode notar nos terminais que administra.

Os SESCINC da SOCICAM são operados por bombeiros civis de aeródromo pertencentes ao seu quadro de colaboradores.

O primeiro distintivo é da Sede Operacional dos SESCINC da SOCICAM que fica localizada na Base de São José do Rio Preto, no estado de São Paulo.

O segundo distintivo é utilizado nos SESCINC dos aeroportos que a SOCICAM administra.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Socicam

https://www.socicam.com.br/aeroportos/

Distintivos do SESCINC do Aeroporto Internacional de Viracopos – Campinas/SP

O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo atuou no Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio (SESCINC) do Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas até 2007. A partir daí, a INFRAERO terceirizou o Serviço.

A empresa Royal foi a primeira empresa terceirizada. Ela atuou no SESCINC do Aeroporto Internacional de Vircacopos de 08/10/2007 até meados de 2011. Durante sua atuação, o Bombeiro de Aeródromo Jorge Luis Francisco criou o distintivo nº 1.

Em 2011, a empresa BK assumiu o SESCINC do aeroporto e o distintivo n º 1 criado pelo BA Jorge Luis Francisco continuou sendo utilizado.

Após vencer a licitação, a Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos (ABV) começou a administrar o aeroporto em 2012 e manteve a empresa terceirizada BK no SESCINC até julho de 2014, quando optou por montar um quadro de bombeiros de aeródromo orgânico. Porém, o distintivo nº 1 utilizado pelas terceirizadas continuou em uso.

Em 2017, o Bombeiro de Aeródromo Glauco Müller de Souza desenvolveu um brasão e o Bombeiro Jorge Luis Francisco o inseriu dentro de um distintivo, criando assim o primeiro distintivo (o de nº 2) para o SESCINC da ABV, e apresentaram a proposta à Direção da empresa. Entretanto, a proposta não foi aprovada e o Setor de Marketing desenvolveu o distintivo nº 3 que foi adotado pelo SESCINC.

Colaboração:

Glauco Müller de Souza; e

Jorge Luis Francisco.

Distintivos do SESCINC do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA SP) / Aeroporto Campo de Marte/SP

O Aeroporto Campo de Marte, situado no bairro de Santana da capital paulista, é um aeroporto compartilhado devido ao fato dele compartilhar o uso de sua pista de pouso e decolagem e infraestrutura aeroportuária com uma Organização Militar (OM) da Aeronáutica, o Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP).

O primeiro distintivo é do Pelotão Contraincêndio (PCI) do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP), que atuou no Campo de Marte até dezembro de 2013, quando ocorreu o término do convênio entre a INFRAERO e o Comando da Aeronáutica (COMAER). O segundo distintivo é da Seção Contraincêndio da INFRAERO, que assumiu o serviço em janeiro de 2014 com bombeiros civis orgânicos (funcionários da própria empresa).

Distintivos do SESCINC da Base Aérea de Santos (BAST)

Em 1925, foi iniciada a construção de uma unidade da Aviação Naval da Marinha de Guerra, a Base de Aviação Naval de Santos, no município de Guarujá, no litoral do estado de São Paulo.

Em 20 de janeiro de 1941, essa Base de Aviação Naval passou a ser subordinada ao recém-criado Ministério da Aeronáutica e sua denominação foi alterada para Base Aérea de Santos (BAST) em maio desse mesmo ano.

Durante a 2ª Guerra Mundial, a BAST apoiou as patrulhas antissubmarino, cobrindo a faixa do litoral desde Paranaguá até Ubatuba, e realizou escoltas a comboios de navios que chegavam e saíam do Porto de Santos.

O Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio (SESCINC) na BAST é realizado pelos Bombeiros de Aeródromo da Força Aérea Brasileira.

Os 2 distintivos acima são do SESCINC da BAST e foram pintados pelo então S1 Valdir Luiz na Seção Contra Incêndio (SCI).

Distintivo do SESCINC da Base de Aviação de Taubaté (BaAvT)

Acima estão o primeiro e o segundo distintivos da Seção Contra Incêndio (SCI) da Base de Aviação de Taubaté (BaAvT) pertencente ao Exército Brasileiro. Eles foram criados pelos bombeiros Josiel Bastos Pereira e Servilho do Nascimento. O primeiro foi utilizado até o ano 2000, quando foi substituído pelo segundo.

É bem provável que muitos de nossos seguidores não sabiam da existência da atividade de Bombeiro de Aeródromo dentro do Exército Brasileiro. Sendo assim, apresentaremos um breve histórico:

A Aviação do Exército foi recriada pelo Presidente da República em 03 de setembro de 1986, com base nos estudos apresentados pelo então Ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves. Em 1989, teve início a sua estruturação, com a criação do 1º Batalhão de Aviação do Exército (1º BAvEx), na cidade de Taubaté/SP e a aquisição das primeiras aeronaves de asas rotativas.

Em função disso, com base na legislação de proteção contra incêndio em aeródromos da época, foi criada a Seção Contra-Incêndio (SCI) vinculada ao Pelotão de Apoio ao Voo (Pel Ap Voo) da Companhia de Comando (Cia de Cmdo) do 1º BAvEx. E um dos pilares dessa atividade foi o Sargento Fábio Augusto Alves Moreira, primeiro Bombeiro de Aviação do Exército Brasileiro formado pela Escola de Especialistas de Aeronáutica em 1989.

Com o decorrer do tempo, a Aviação do Exército passou por algumas reestruturações. Devido a isso, ocorreram mudanças de subordinação e de nomenclatura das Organizações Militares e de sua estruturação. Em consequência, o serviço de bombeiros teve as seguintes denominações:

  • 1990: Seção de Combate a Incêndio (SCI);
  • 1992: Pelotão de Salvamento, Resgate e Combate a Incêndio;
  • 1998: Pelotão de Combate a Incêndio de Apoio ao Voo; e
  • 2003: Pelotão Contra-Incêndio (PCI).

Em 2011, o SESCINC do Aeródromo de Taubaté voltou a ser chamado de Seção Contra Incêndio (SCI). Atualmente ela está subordinada à Divisão de Aeródromo (Div Adrm) da Base de Aviação de Taubaté (BaAvT) que, por sua vez, é subordinada ao Comando de Aviação do Exército (CAvEx).

Distintivos do SESCINC da Base Aérea de São Paulo (BASP) – Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos

O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, situado na cidade de Guarulhos/SP, é um aeródromo compartilhado devido ao fato dele compartilhar o uso de sua pista de pouso e decolagem e infraestrutura aeroportuária com uma Organização Militar (OM) da Aeronáutica, a Base Aérea de São Paulo (BASP).

Os Bombeiros da Aeronáutica da BASP estavam atuando no aeroporto desde a sua inauguração, em janeiro de 1985 e, mesmo após a sua privatização, em fevereiro de 2012, continuaram atuando até fevereiro de 2020, quando essa atividade passou a ser executada por empresa terceirizada de iniciativa privada.

Os distintivos acima são todos da Companhia Contra Incêndio (Cia CI) da BASP. O 1º, que foi idealizado em meados da década de 80 pelo então SGT Bombeiro Jairo de Freitas Gomes, foi utilizado até o final da década de 80, quando o então Cb Bombeiro Mauro Luiz da Costa idealizou o 2º distintivo com uma aeronave Xavante, devido à BASP ter sediado um esquadrão com essas aeronaves.

No início da década de 90, por força da legislação, ocorreu a mudança do formato dos distintivos na FAB e, com isso, o 2º distintivo foi remodelado, surgindo assim, o 3º distintivo.

Em meados da década de 90 foi adotado o 4º distintivo com algumas alterações das cores.

E finalmente, em 2005, o Suboficial Bombeiro João Henrique de Santa Rosa Figueiredo fez um novo ajuste de cores e substituiu a aeronave Xavante por um Boeing 747 (maior avião comercial da época), estabelecendo assim, o 5º distintivo.

Distintivo do SESCINC da Base Aérea de Santa Cruz (BASC)

A Base Aérea de Santa Cruz (BASC) foi criada em 21 de agosto de 1944. Ela está situada no bairro de Santa Cruz, na região oeste do município do Rio de Janeiro, nas terras da antiga Fazenda de Santa Cruz, onde o rei de Portugal, D. João VI, e o imperador do Brasil, D. Pedro I viveram grande parte de suas vidas.

O primeiro distintivo foi utilizado pelos Bombeiros da BASC até o final da década de 80. O segundo foi adotado na década de 90.

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