CCI – Ford Modelo AA
Denominação: Não identificado.
Ano de Fabricação: 1926 a 1933 (resultado de nossa pesquisa).
Fabricante: Não identificado.
Chassi: Ford Modelo AA.
Combustível: Gasolina.
Quantidade de Soda Ácido: 300 litros, divididos em 2 reservatórios de 40 Galões cada.
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): Desconhecida.
Vazão da Bomba: Não identificado.
Carretéis com Mangotinho: 01.
Comandos: Mecânicos.
Equipagem: Não identificado.
Histórico:
A primeira evidência fotográfica dessa viatura é de 06 de janeiro de 1933, ocasião em que ela foi fotografada na Escola de Aviação Militar, no Campo dos Afonsos. E apesar do último registro fotográfico encontrado ser de 1938, acreditamos que esta viatura esteve em operação até o início da década de 40, quando o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial e recebeu vários veículos de combate a incêndio em aeródromos para atuar nas Bases Aéreas construídas pelos americanos em nosso país.
CCI – Escola de Aviação Naval – Ponta do Galeão
Denominação: Não identificado.
Ano de Fabricação: Não identificado.
Fabricante: Não identificado.
Chassi: Não identificado.
Combustível: Não identificado.
Quantidade de Água: Não identificado.
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): Não identificado.
Vazão da Bomba: Não identificado
Carretéis com Mangotinho: 01
Comandos: Mecânicos.
Equipagem: Não identificado.
Histórico:
Esta viatura foi fotografada em 1938 na Escola de Aviação Naval, na Ponta do Galeão, atual Base Aérea do Galeão. Por enquanto não temos mais informações sobre ela..
CCI – Mack Classe 125 Crash Truck
Denominações: Crash Truck Classe 125.
Ano de Fabricação: 1942 e 1943.
Fabricante: Mack Trucks Inc – EUA.
Chassi: Mack 4×2.
Combustível: Gasolina
Quantidade de Água: 300 Galões (1.135 litros).
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): 20 Galões (75 litros).
Vazão da Bomba: 50 a 60 GPM a 600 lbf/in² (189 a 227 lpm a 42 Kgf/cm² ou 41 bar).
Comandos: Manuais.
Equipagem: 6 bombeiros.
Histórico:
As viaturas de bombeiro de aeródromo (Crash Truck) Classe 125 foram construídas nos chassis Chevrolet, Dodge, Ford, International e Mack 4×2. As superestruturas foram fabricadas pela Mack, Seagrave, General Pacific, John Bean e General. Elas foram equipadas com uma potente bomba de pistão imperial modelo LCXA provida de vários cilindros, com capacidade de 50 a 60 gpm a (189 a 227 lpm) 600 libras força por polegada quadrada – Lbf/in² (41 bar ou 42 kgf/cm2) de pressão. O tanque de água continha 300 galões (1.135 litros) e o tanque de LGE 20 galões (75 litros). Três linhas de alta pressão de 3/4 pol. de 100 pés (30 m) foram armazenadas na parte de cima da viatura. O veículo estava equipado com ferramentas manuais para o trabalho de resgate.
Registros não oficiais e pesquisas indicaram que cerca de 999 viaturas Classe 125 foram produzidas. A Mack Trucks produziu 200 viaturas Tipo 25 Class 125 Crash Trucks em sua fábrica de Long Island City de 1º de julho de 1942 a 5 de abril de 1943. Algumas dessas viaturas foram trazidas pelos norte-americanos para o Brasil durante a 2ª Guerra Mundial, como a viatura fotografada na Base Aérea de Parnamirim em 1943.
Fonte: http://www.firetrucks-atwar.com/B.html
CCI – Mack Classe 155 Crash Truck
Denominações: Classe 155 Crash Truck
Ano de Fabricação: 1943
Fabricante: Mack Trucks Inc – EUA
Chassi: Kenworth Modelo 572
Combustível: Gasolina
Quantidade de Água: 1.000 Galões (3.785 litros)
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): Desconhecida
Vazão da Bomba: 325 GPM a 500 psi. (1.230 lpm a 35 kgf/cm²)
02 Canhões de Água/Espuma Superior
- Vazão: 189 GPM (715 lpm).
- Alcance: Desconhecido.
Comandos: Manuais.
Equipagem: 6 bombeiros
Histórico
Essa viatura foi projetada pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA em 1943. Em junho do mesmo ano a Mack Trucks Inc. apresentou um protótipo. Entretanto, durante os testes, verificou-se que a viatura não apresentava o desempenho esperado. Em setembro, a Mack e a American LaFrance apresentaram seus modelos que foram aprovados. A Mack utilizou 2 tipos de chassis: o Kenworth Modelo 572 e o Brockway Modelo B666. O Crash Truck Classe 155 trazido para o Brasil pelos norte-americanos para atuar na Base Aérea de Parnamirim durante a 2ª Guerra, foi montado no chassi Kenworth Modelo 572..
Ela possuía um dispositivo que aplicava água no para-brisa dianteiro para proteger o motorista caso o vento soprasse chamas em sua direção e 2 canhões manuais que necessitavam ser operados em cima do veículo. Eles eram providos de um dispositivo que podia regular a aplicação do agente extintor em jato compacto ou neblina. A viatura também possuía 3 mangueiras de alta pressão de 3/4 polegadas e 30 m de comprimento, providas de esguichos de neblina (pulverizadores). Duas acondicionadas em alojamentos instalados sobre as rodas traseiras, e a terceira em um compartimento aberto na carroceria do caminhão atrás da cabine. O 155 também era equipado com várias ferramentas de combate a incêndios, incluindo escada dobrável de 4,8 m, kit de ferramentas de arrombamento, machado, croque, aplicadores de neblina, extintores de incêndio e corda de 30 m com gancho.
Após a guerra, os caminhões foram modificados para operação com espuma. Para isso, foi instalado um tanque de LGE em cima do veículo e um dispositivo de dosagem. Também foram instalados aplicadores de agentes extintores no para-choque dianteiro, com a finalidade de proteger o veículo.
Fonte: https://www.firetrucks-atwar.com/C.html
CCI – Chevy 6.400 Fire Truck
Denominação: Chevy 6.400 Fire Truck
Ano de Fabricação: 1949 a 1952 (resultado de nossa pesquisa)
Fabricantes:
- American Fire Apparatus Company de Battle Creek, Michigan – EUA.
- Seagrave Fire Apparatus LLC – EUA.
- Luverne Fire Apparatus Company, Brandon, Dakota do Sul – EUA.
Chassi: Chevrolet Loadmaster Chevy 6400.
Combustível: Gasolina.
Quantidade de Água: 500 Galões.
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): Desconhecida.
Vazão da Bomba: 250 GPM.
Carretéis com Mangotinho: 02
Comandos: Mecânicos.
Equipagem: 6 bombeiros (2 no interior da cabine e 4 atrás).
Histórico
Com a fundação da Organização de Aviação Civil Internacional, em 04 de abril de 1947, os países membros tiverem que adequar a proteção contra incêndio de seus aeródromos às exigências daquela Organização. Devido a isso, acreditamos, o governo brasileiro adquiriu dos EUA, as viaturas Chevy 6.400, dentre outras, para equipar seus aeródromos.
A primeira foto mostra duas viaturas Chevy 6.400 logo atrás de um Kidde Interncaional de 1951, em um desfile militar na Base Aérea de São Paulo (BASP).
Em nossa pesquisa, constatamos que as 3 empresas fabricantes citadas montaram superestrutura de combate a incêndio em cima do chassis Chevrolet Loadmaster Chevy 6400. Porém, devido ao fato de não termos, ainda, mais fotos dessas viaturas que a exponha com mais detalhes, não podemos precisar quais desses fabricantes construíram os exemplares que operaram no Brasil.
Nos EUA muitos desses veículos são recuperados e conservados para atuarem em eventos especiais, como desfiles, solenidades, festejos, produção de filmes, etc.
As viaturas estrangeiras apresentadas em nosso museu foram extraídas dos seguintes páginas da internet:
https://www.auctionsinternational.com/auction/20780/item/1949-chevy-6400-parade-pumper-truck-127280
https://colesclassics.com/50-firetruck
CCI – international Harvester L-172
Ano de Fabricação: 1951.
Fabricante: international Harvester de Rock Island – Illinois – USA.
Chassi: international Harvester L-172.
Combustível: Gasolina.
Quantidade de Água: Não identificada.
Vazão da Bomba: Não identificada.
Quantidade de Expedições: Não identificada.
Comandos: Mecânicos.
Equipagem: Não identificada.
Histórico:
No início da década de 50, a aviação comercial estava a pleno vapor. Nessa ocasião, a empresa Viação Aérea Rio-Grandense, mais conhecida como VARIG, já estava operando no Aeroporto de Porto Alegre que, em 12 de outubro de 1951, passou a ser designado Aeroporto Internacional Salgado Filho.
No final da década de 40, a VARIG já havia adquirido um CCI para guarnecer o aeroporto. E devido ao aumento da quantidade de voos, a VARIG adquiriu, no início da década de 50, o terceiro CCI para atuar no Aeroporto Salgado Filho, o L-172 fabricado pela International Harvester.
Atualmente essa viatura está exposta no Museu Militar Brasileiro, na cidade de Panambi/RS.
http://museumilitarpanambi.com.br/.
Texto: Vanio C. Mattei
CCI – International Harvester Kidde
Modelo sem Linhas de Mangueiras
Modelo com Linhas de Mangueiras
Este modelo possuía 2 linhas de mangueiras de água e espuma acondicionadas em cabides, de forma idêntica à utilizada nos navios da Marinha.
Ano de Fabricação: Década de 50.
Denominação: International Kidde.
Fabricante: Walter Kidde & Co. (USA)
Chassi: International model LF-195 da International Harvester Company.
Combustível: Gasolina.
Quantidade de Água: Desconhecida.
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): Desconhecida.
Quantidade de Dióxido de Carbono: 12 cilindros de capacidade de 45kg cada.
Vazão da Bomba: Desconhecida.
Canhão de Água/Espuma
- Vazão: Desconhecida.
- Alcance: Desconhecida.
Comandos: Desconhecidos.
Equipagem: Desconhecida.
Histórico
Ainda como parte da adequação dos aeródromos brasileiros às diretrizes da Organização de Aviação Civil Internacional, foram adquiridas Internacional Kidde dos EUA.
A fotografia exposta do CCI Kidde da BAFZ possui prefixo com o ano de 1951, fato que indica o ano de incorporação dessa viatura na Força Aérea Brasileira. Segundo um histórico da Diretoria de Engenharia da Aeronáutica, a FAB teve 10 (dez) CCI desse modelo.
https://www.ebay.com/itm/153825229700
https://www.oldride.com/carphotos/index.php?mza=794621603585&q=International%20Harvester&sort=&n=2
https://www.wisconsinhistory.org/Records/Image/IM87006
CCI – International Kidde Revitalizado
Ano de Fabricação: Década de 50.
Denominação: International Kidde.
Fabricante: Walter Kidde & Co. (USA)
Chassi: International model LF-195 da International Harvester Company.
Combustível: Gasolina.
Quantidade de Água: Desconhecida.
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): Desconhecida.
Vazão da Bomba: Desconhecida.
Canhão de Água/Espuma
- Vazão: Desconhecida.
- Alcance: Desconhecida.
Comandos: Desconhecidos.
Equipagem: Desconhecida.
Histórico
No início da década de 70, algumas viaturas International Kidde foram revitalizadas pela empresa Jamy, fato que pode ser observado na xerox de uma fotografia que estava em um documento da DIRENG, onde é possível observar a inscrição “JAMY” na lateral do CCI. Nesse documento contas da denominação de CCI Ataque Principal e Veículo Provisório. Na ocasião da revitalização, os cilindros de dióxido de carbono foram retirados e foi aumentada a capacidade de água e espuma.
Uma dessas viaturas revitalizadas esteve lotada na SCI do COMAR 3 que realizava o serviço de salvamento e combate a incêndio no Aeroporto Santos Dumont, na cidade do Rio de Janeiro.
CCI American LaFrance – 010
Denominação: American LaFrance Type 0-10
Ano de Fabricação: Década de 50
Fabricante: American LaFrance Foamlite Co. (USA)
Chassi: Marmon-Herrington.
Combustível: Gasolina.
Quantidade de Água: Desconhecida.
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): Desconhecida.
Quantidade de Dióxido de Carbono: Desconhecida.
Vazão da Bomba: 300 GPM.
Canhão de Água/Espuma
- Vazão: Desconhecida.
- Alcance: Desconhecida
Comandos: Desconhecidos.
Equipagem: Desconhecida.
Histórico
A partir de 1950, a American LaFrance e Marmon-Herrington construíram mais de 1.100 caminhões de combate a incêndio modelos 0-10, 0-11A e 0-11B que operavam em todo o tipo de terreno e poderiam ser transportados de avião para qualquer lugar do mundo. Ele possuía 2 motores, sendo o principal um motor de 240 cv, de 602 polegadas cúbicas, que permitia ao CCI atingir uma velocidade máxima de 60 milhas por hora. O outro era um pequeno motor Continental PE 90 de quatro cilindros, destinado ao funcionamento da bomba contra incêndio Hale de 300 gpm.
Essa viatura também foi adquirida dos EUA no início da década de 50 como parte da adequação dos aeródromos brasileiros às diretrizes da Organização de Aviação Civil Internacional. Numa das fotografias aqui expostas, o CCI de prefixo 52 C 11 está participando de um desfile militar na Base Aérea de Fortaleza, em 1966. Segundo histórico da DIRENG, a Força Aérea Brasileira teve 05 (cinco) CCI desse modelo.
Fonte https://trucksplanet.com/models/american-lafrance-type-0-10-0-11a-0-11b/
CCI METZ SLF 30
Denominação: METZ SLF 30.
Ano de Fabricação: Década de 50.
Fabricante: Carl Metz Company – Alemanha (representada no Brasil pela Bucka Spiero – Comércio, Indústria e Importação).
Chassi: Daimler Benz LAKo 315/52.
Combustível: Diesel.
Quantidade de Água: 3.000 litros.
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): 300 litros.
Quantidade de Pó Químico (PQ): 300 kg.
Vazão da Bomba: 3.000 lpm.
Canhão de Água/Espuma
- Vazão: 500 lpm.
- Alcance: 40 m com água e 36 m com espuma.
Comandos: Mecânicos.
Equipagem: 06 bombeiros.
Histórico
A empresa Carl Metz foi fundada em Heidelberg, Alemanha, em 1842, por Carl Metz. Ele também foi o fundador do primeiro departamento de bombeiros voluntários na Alemanha. Em 1905, a empresa mudou-se para Carlsruhe para atender à crescente demanda por equipamentos de incêndio na Alemanha. Carl Metz desempenhou um papel importante no desenvolvimento e inovação da escada giratória de aço.
No final da década de 50, o Ministério da Aeronáutica equipou seus aeródromos com 05 (cinco) CCI METZ 30 e 05 (cinco) CCI METZ 35.
Devido ao fato de ser uma viatura muito grande e bonita para os padrões da época, o METZ 30 da Academia da Força Aérea (AFA), na cidade de Pirassununga/SP, chamava muita atenção de todos por onde passava. Por esse motivo, essa viatura recebeu o apelido de “Ricardão”.
A empresa Carl Metz agora é propriedade da Rosenbauer.
CCI UNIMOG
Denominação: UNIMOG S-404
Ano de Fabricação: Década de 60
Fabricante: UNIMOG (empresa que pertence ao grupo Mercedes Benz – Alemanha)
Chassi: UNIMOG / Mercedes Benz
Combustível: Gasolina
Quantidade de Pó Químico: 750 kg em um único reservatório.
Comandos: Manuais
Equipagem: 2 bombeiros
Histórico
Nos anos 60, o então Ministério da Aeronáutica adquiriu várias viaturas importadas para equipar os aeródromos militares e os principais aeroportos do país. Dentre essas viaturas estava o UNIMOG (sigla em alemão de Universal Motor Gerat – algo como Plataforma Universal de força). Esse CCI marcou época no Brasil pela sua robustez. Eles ficaram em operação até meados da década de 80. Eles não possuíam canhão. Apenas e mangotinhos de pó químico.
CCI METZ SLF 25C
ORIGINAL
REVITALIZADO
Denominação: METZ SLF 25C
Ano de Fabricação: Década de 60
Fabricante: Carl Metz Company – Alemanha (representada no Brasil pela Bucka Spiero – Comércio, Indústria e Importação).
Chassi: Daimler Benz 1113
Combustível: Diesel
Quantidade de Água: 3.000 litros
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): 720 litros acondicionados em 2 tanques. (após a revitalização ficou com 400 litros acondicionados em 2 tanques de 200 litros).
Vazão da Bomba: 3.000 LPM. (após revitalização 1.600 LPM a 10,5 kgf/cm²).
Canhão de Água/Espuma
- Vazão: 500 LPM (após revitalização 1.600 LPM).
- Alcance: 40 m (após revitalização 56 m)
Comandos: Manuais
Equipagem: 6 bombeiros
Histórico
Em 1967 e 1968, o então Ministério da Aeronáutica adquiriu da empresa Bucka Spiero várias viaturas importadas para equipar os aeródromos militares e os principais aeroportos do país. Dentre essas viaturas estava o METZ SLF 25C. Esse CCI marcou época no Brasil pela sua robustez, facilidade de operação e pelo fato de apresentar pouquíssimas panes. Na década de 80, a Força Aérea e a INFRAERO revitalizaram essas viaturas. Na década de 90, a INFRAERO modernizou sua frota de CCI e devolveu os METZ para a Força Aérea, que os utilizou nos aeródromos militares até o ano 2017. Muitas dessas viaturas foram doadas às corporações de bombeiros estaduais em plenas condições de uso.
AP-2 DARDO
Denominações: Dardo.
Ano de Fabricação: Início da década 70.
Fabricante: Dias Garcia S.A. (Brasil).
Chassi: Alfa Romeo FNM.
Combustível: Diesel.
Quantidade de Água: 6.000 litros.
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): 420 litros.
Vazão da Bomba: Desconhecido.
Canhão de Água/Espuma
- Vazão: Desconhecido.
- Alcance: Desconhecido.
Comandos: Pnuemático e Eletropneumático.
Equipagem: 04
Histórico
Devido aos problemas de manutenção e reposição de peças dos veículos importados (Internacional Kidde, Marmon-Harrington 010, METZ e Unimog), por volta de 1971, o Sistema Contraincêndio resolveu fazer a primeira incursão no processo de nacionalização de carros contraincêndio.Dando continuidade ao processo de desenvolvimento de um CCI do tipo Ataque Principal dentro do mercado nacional, a Dias Garcia S.A, empresa carioca especializada na fabricação de veículos para combate a incêndios, montou um CCI do tipo AP-2 denominado DARDO.
O primeiro passo neste sentido foi dado pela empresa carioca Dias Garcia S.A., especializada na fabricação de veículos para combate a incêndio. Ela montou 03 (três) CCI denominado DARDO. Entretanto, devido a problemas tecnológicos existentes na época, essas viaturas apresentavam gravíssimos defeitos no seu projeto, sendo o mais grave a falta de estabilidade devido à altura de seu centro de gravidade.
Para melhorar a estabilidade do CCI, a INFRAERO, com autorização da Aeronáutica, realizou uma otimização do CCI, retirando as estruturas que ficavam sobre a cabine e envolvendo o tanque de água. Entretanto, devido a muitos outros problemas operacionais e à falência da empresa ainda na década de 70, esse projeto foi abandonado.
Esses veículos estiveram em operação no Aeroporto Santos Dumont/RJ e em outros aeroportos compartilhados na década de 70 e início da década de 80.
Segundo relato do bombeiro de aeródromo do 3º COMAR Paulo Sebastião Santos, o CCI Dardo foi decisivo na extinção do incêndio que se desenvolvia no subsolo do edifício da Varig localizado no Aeroporto Santos Dumont no início dos anos 80.
CCI Pioneiro I
Denominação: Pioneiro I (P-I)
Ano de Fabricação: Década de 70.
Fabricante: Jamy Indústria e Comércio de Máquinas e Ferramentas Ltda. (Brasil)
Chassi: Mercedes Benz 1113 e Chevrolet C-60.
Combustível: Mercedez – Diesel / Chevrolet – Gasolina
Quantidade de Água: 1.800 litros.
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): 200 litros.
Quantidade de Pó Químico: 750 kg em um único reservatório.
Vazão da Bomba: Desconhecida.
Canhão de Água/Espuma
- Vazão: Desconhecida.
- Alcance: Desconhecida.
Comandos: Manuais e Pneumáticos.
Guincho: 8.000 kg acionamento Mecânico.
Equipagem Original: 7 bombeiros (3 na cabine e 4 atrás do CCI).
Expedições: 2 linhas de mangueira do sistema de água e espuma
2 linhas de mangueira semirrígida (mangotinho) do sistema de PQ.
Histórico
No início dos anos 70, os Pioneiros I e II foram os primeiros veículos brasileiros de combate a incêndio em aeroportos projetados e construídos para atender a demanda do Ministério da Aeronáutica. Eles ficaram em operação nos aeródromos militares e civis até meados da década de 80, quando foram substituídos pelos CCI da empresa CIMASA.
Alguns Pioneiros I foram absorvidos pela INFRAERO por ocasião do Plano de Absorção dos Encargos, Operação e Manutenção dos SESCINC (PASESCINC) iniciado em 1991.
No final da década de 80 e início da década de 90, devido às dificuldades econômico-financeiras do país, o então Ministério da Aeronáutica e a INFRAERO iniciaram a prática de revitalização e transformação de viaturas que, devido ao longo tempo de uso, já estavam com sua superestrutura comprometida. Dessa forma, 08 Pioneiros I foram transformados em CCI Ataque Rápido II (AR-2). Para isso, foi instalado um canhão para o sistema de água e espuma na parte superior da cabine e o motor da viatura foi substituído por um a diesel (02 foram transformados pela empresa ARGO e 06 pela empresa CIMASA).
CCI Pioneiro I Transformado em AR-II
Ainda nesse período, 07 Pioneiros I foram transformados em ABT (03 pela empresa CIMASA, 03 pela ENCHENTE e 01 pela ARGO).
CCI Pioneiro I Transformado em ABT
https://www.lexicarbrasil.com.br/jamy/
CCI Pioneiro II
Denominação: Pioneiro II (P-2)
Ano de Fabricação: Década de 70
Fabricante: Jamy Indústria e Comércio de Máquinas e Ferramentas Ltda. (Brasil)
Chassi: Mercedes Benz 1113 e Chevrolet C-60
Combustível: Mercedez – Diesel / Chevrolet – Gasolina
Quantidade de Pó Químico: 1.500 kg em 2 reservatórios de 750 kg.
Comandos: Manuais e Pneumáticos
Guincho: 8.000 kg e acionamento mecânico
Equipagem: 3 bombeiros
Histórico
O Pioneiro II foi desenvolvido no início dos anos 70 junto com os Pioneiros I e foram os primeiros veículos brasileiros de combate a incêndio em aeroportos projetados e construídos para atender a demanda do Ministério da Aeronáutica. Eles ficaram em operação nos aeródromos militares e civis até meados da década de 80, quando foram desativados.
A INFRAERO reformou alguns Pioneiros II e instalou um canhão para expedição de pó químico na parte superior da cabine.
No final da década de 80, o Ten Bombeiro da DIRENG Tagiba Inácio Pereira realizou um projeto para prolongar a vida útil dos CCI Pioneiro II, deixando-os apenas com 750 kg de Pó Químico (PQ) e 02 mangotinos. Com isso, eles se tornariam um veículo mais leve, mais rápido e mais econômico. E para por em prática esse projeto, foi escolhida a empresa carioca LYSAN, que reformou 11 Pioneiros II.

A princípio esse CCI seria rebatizado como TIP, que correspondia às iniciais do nome do tenente. Entretanto, as autoridades da DIRENG da época não aprovaram e ele recebeu a denominação de Ataque Rápido de Pó (ARP).
CCI Pioneiro II Transformado em ARP
Em meados da década de 90, devido aos novos requisitos técnicos para os CCI, essas viaturas foram retiradas de operação.
CCI Pioneiro III
Denominação: Pioneiro III (P-III)
Ano de Fabricação: 1978.
Fabricante: Jamy Indústria e Comércio de Máquinas e Ferramentas Ltda. (Brasil)
Chassi: SAAB-Scania L-111 42 especialmente adaptado para 4×4.
Combustível: Diesel
Quantidade de Água: 6.000 litros.
Quantidade de Líquido Gerador de Espuma (LGE): 700 litros.
Vazão da Bomba: 3.785 LPM (1.000 GPM).
Canhão de Água/Espuma
- Vazão: 3.028 LPM (800 GPM).
- Alcance: 60 m (com espuma).
Comandos: Manuais e Pneumáticos.
Equipagem: 6 bombeiros.
Histórico
Na década de 70, a DIRENG viu a necessidade de incluir CCI com maiores capacidades extintora, denominados Ataque Principal (AP) na proteção dos principais aeroportos do país. Assim, ela iniciou o processo de buscar empresas nacionais que conseguissem desenvolver esse veículo.
Em 1976 a Jamy venceu uma licitação para montar CCI do tipo Ataque Principal (AP) em 5 chassis Scania comprados recentemente pelo então Ministério da Aeronáutica. A empresa montou um protótipo, denominado Pioneiro III, que foi apresentado na feira Brasil Transpo, em agosto de 1978. Porém, em 1981, a Jamy entrou em processo de falência e devolveu os outros 4 chassis ao Ministério da Aeronáutica. O único Pioneiro III montado operou na Seção Contraincêndio do 3º COMAR, no aeroporto Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro até meados de 1984. Porém, devido aos vários problemas apresentados, ele foi retirado de serviço.
Curiosamente esse CCI apresentava 2 canhões para o sistema de água e espuma, instalados em cima da cabine, um ao lado do outro. Um para jato compacto e o outro, provido de um defletor (popularmente chamado de “bico de pato”), permitia a aplicação do jato de água/espuma em forma de leque.
Fonte: http://www.lexicarbrasil.com.br/jamy/
https://www.lexicarbrasil.com.br/dias-garcia/







































































































































































