São veículos construídos especialmente para combater incêndios em aeronaves. Para isso, necessitam possuir, dentre outros requisitos, determinadas quantidades de água, líquido gerador de espuma (LGE) e pó químico (PQ), bem como um determinado regime de descarga desses agentes extintores.
Para melhor organizarmos nosso museu, separamos os CCI em períodos correspondentes ao ano de fabricação. Se você quiser ver os CCI existentes em nosso acervo, basta clicar nos links abaixo. Porém, se você desejar conhecer o sistema de classificação dos CCI e mais algumas curiosidades, continue lendo o texto abaixo.
Durante a década de 30, a maioria dos equipamentos de combate a incêndios usados nas instalações do Exército dos EUA foi construída na fábrica de Transporte Motorizado do seu Corpo de Intendentes (QMC). Dezenas de bombas e caminhões de combate a incêndio em aeródromos foram produzidos e enviados para as bases nos Estados Unidos e no exterior.
Antes da 2ª guerra mundial, o QMC desenvolveu um sistema para classificar seu aparelho de incêndio com 4 classes gerais de caminhões de bombeiros:
Em novembro de 1941, a responsabilidade pela proteção contra incêndio do Exército foi transferida para o Corpo de Engenheiros do Exército (COE). O COE manteve o sistema de classificação de caminhões de combate a incêndio que já existia e o expandiu à medida que novos tipos de caminhões de bombeiros foram desenvolvidos e colocados em campo. Centenas de contratos para caminhões e equipamentos de combate a incêndio foram concedidos a fabricantes de caminhões de bombeiros.
No final da guerra, as seguintes classes de caminhões de combate a incêndio estavam sendo usadas:
Cabe ressaltar que nem todo caminhão de combate a incêndio do Exército foi incluído no sistema de classes. Os caminhões de escadas e plataformas construídas no exército não foram incluídos.
No início da década de 80 os CCI eram classificados em:
– Ataque Rápido (AR); e
– Ataque Pesado (AP).
Em 17/10/1985, a DIRENG edita a Norma de Serviço do Ministério da Aeronáutica 92-01 (NSMA 92-01) passando a classificar os CCI como:
– Ataque Rápido (AR): Veículos leves que transportavam quantidades de agentes extintores suficientes para dar o primeiro combate ao incêndio; e
– Ataque Principal (AP): Veículos maiores, que transportavam grandes quantidades de agentes extintores.
Em 24/10/2000, a DIRENG edita a Instrução do Comando da Aeronáutica 92-01 (ICA 92-01), inserindo uma nova denominação baseada nos quantitativos de agentes extintores conforme tabela abaixo:
– Agentes Combinados (AC); e
– Ataque Principal (AP).
Com a criação da ANAC em 2005, o Comando da Aeronáutica ficou legislando apenas para os aeródromos militares e a ANAC passou a legislar para os aeródromos civis. E os dois órgãos mantiveram a classificação dos CCI existente, ou seja: Agentes Combinados e Ataque Principal.
Em 16/07/2013, a ANAC editou a Resolução 279 adotando uma nova classificação dos CCI para a aviação civil:
Porém, a DIRENG continuou classificando os CCI como Agentes Combinados (AC) e Ataque Principal (AP).
Em 14/05/2019 a ANAC edita a emenda 04 do RBAC 153 alterando mais uma vez a classificação dos CCI com base na Norma da National Fire Protection Association de nº 14 (NFPA 414). Desta vez eles não receberam denominação. Apenas foram classificados de acordo com a capacidade de seus tanques de água da seguinte forma:
E em 2021, a Diretoria de Infraestrutura da Aeronáutica (DIRINFRA – nova denominação da DIRENG) atualizou a ICA 92-1 adotando a classificação de CCI estipulada pela ANAC em 2013 (Tipos 1, 2, 3, 4 e 5).
Viaturas Revitalizadas e Transformadas
Em nossas pesquisas, encontramos um Histórico do Sistema Contraincêndio elaborado em 30 de novembro de 1990. De acordo com ele, as dificuldades econômico-financeiras do país daquela época levaram a DIRENG, por intermédio da Subdiretoria de Apoio de Superfície, a contratar empresas especializadas para revitalizar algumas viaturas e realizar transformações em outras, conforme quadros abaixo: